O caminho...

Intento, ainda acanhada, entregar-me às letras, sílabas, palavras, frases e o que se pode obter dessa junção. Coisa linda a mistura das palavras.


Sempre fui encantada pela nossa Língua e tive a oportunidade de ter como mentora, na antiga quinta série, a professora de LP Maria Alice.

Seu saber e envolver a todos nós, seus alunos, fez-me, literalmente, apaixonar-me por uma mulher aos onze anos de idade

Paixão platônica, pueril, inocente e verdadeira. Nascida da admiração do saber e ir além fazendo os outros também participarem desse conhecimento espetacular, quanto se trata de se entregar à Língua Portuguesa.

Vivo pelos cantos, tanto internos quanto externos, de caderneta em punho e caneta entre os dedos. Do nada, vejo uma imagem ou ouço uma palavra perdida num bar e dali parto para uma história vinculada à alguma vivência minha, da infância difícil até a executiva promissora, e me abro para o mundo das letras.

Meus dedos percorrem rapidamente a caderneta anotando o que me for possível trazer à tona, num momento posterior, de pura entrega, dedicar-me a misturar palavras, ritmos, sentidos, além, de uma boa dose de singularidade.

É assim que construo sem pressa meus poemas, versos, sonetos, também minhas crônicas, prosas e contos.

Foi a poesia que me salvou de me destruir na minha mais pura e insólita melancolia.

Foi a poesia que me salvou de mim mesma, impediu que eu ultrapassasse a linha da imaginação e fosse para algum lugar nunca antes visitado.

É a poesia, o verso, a magnitude da construção literária que me mostram quem realmente sou.

Oras posso valer até um milhão, mas sei tão bem que não valho sequer um tostão.

Humana sou.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Sabedoria


















A sabedoria é uma virtude destinada a poucos.

Pertence àqueles que não carregam, em juízo, qualquer tipo de pretensão.

Como exemplo posso citar as pessoas que não vivem com o dedo em riste, dominadas por 'suas verdades', proclamadas como 'únicas'.

Porém, os que se apossam dessas 'verdades' acreditam deter o poder do julgamento e do aconselhamento.

Pensam poder ensinar aos outros modos de viver, à sua imagem e semelhança, e, pior, formas de sentir a vida a seu modo e também de como deveriam, supostamente, demonstrar suas emoções.

Incrível.

Penso nessas pessoas como, por completo, desprovidas de bom senso e, mais, sem vergonha alguma na cara.
Postar um comentário