O caminho...

Intento, ainda acanhada, entregar-me às letras, sílabas, palavras, frases e o que se pode obter dessa junção. Coisa linda a mistura das palavras.


Sempre fui encantada pela nossa Língua e tive a oportunidade de ter como mentora, na antiga quinta série, a professora de LP Maria Alice.

Seu saber e envolver a todos nós, seus alunos, fez-me, literalmente, apaixonar-me por uma mulher aos onze anos de idade

Paixão platônica, pueril, inocente e verdadeira. Nascida da admiração do saber e ir além fazendo os outros também participarem desse conhecimento espetacular, quanto se trata de se entregar à Língua Portuguesa.

Vivo pelos cantos, tanto internos quanto externos, de caderneta em punho e caneta entre os dedos. Do nada, vejo uma imagem ou ouço uma palavra perdida num bar e dali parto para uma história vinculada à alguma vivência minha, da infância difícil até a executiva promissora, e me abro para o mundo das letras.

Meus dedos percorrem rapidamente a caderneta anotando o que me for possível trazer à tona, num momento posterior, de pura entrega, dedicar-me a misturar palavras, ritmos, sentidos, além, de uma boa dose de singularidade.

É assim que construo sem pressa meus poemas, versos, sonetos, também minhas crônicas, prosas e contos.

Foi a poesia que me salvou de me destruir na minha mais pura e insólita melancolia.

Foi a poesia que me salvou de mim mesma, impediu que eu ultrapassasse a linha da imaginação e fosse para algum lugar nunca antes visitado.

É a poesia, o verso, a magnitude da construção literária que me mostram quem realmente sou.

Oras posso valer até um milhão, mas sei tão bem que não valho sequer um tostão.

Humana sou.

domingo, 12 de agosto de 2012

Viés

Para você, a soma de dois mais dois são quatro. 

Para mim, inoportunamente, 
Há sempre uma variável no meio dessa questão,
Ela fica aqui dentro de mim,
E bem alocada lateja e lateja, 
Mais ou menos assim: 

- Não/Sim!

Enfim, é, foi e
Sempre será assim:

- Meu cérebro, meu martírio,
- Meu cérebro, meu privilégio,
- Meu cérebro feito até de festim,  
- Vive a cultivar todos os dias,
- O meu pequeno grande jardim.


domingo, 1 de abril de 2012

Ei você aí!

Ei você aí
Vem aqui
Vem cá
Vem comigo
Passear 
Por aqui
Também por lá
Caminhando bem devagar.

Sem pressa
Sem alardear
Quem sabe um dia
Sei lá
Um ao outro 
Um de nós
Consegue achar.

Ei você aí
Vem aqui
Vem cá
'Tô' te esperando
Pra passear
Demore não
Pra quê demorar
O passo pode apertar.

Chegue logo
Chegue já
Bem aqui
Não acolá
Pode ser? 
Então bom 'tá'?








quinta-feira, 15 de março de 2012

Pesar

A dor dói
A dor corrói
A dor destrói.

A dor elimina
A dor extermina
A dor nunca finda
A dor é sempre menina.

A dor escolhe bem o seu canto
A dor nele se aloja
A dor nele se acomoda
A dor nele se estabelece
A dor nele e em nós permanece
A dor nunca envelhece.


terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

27.02, my birthday, 49 years, with R.E.M. of course!



Home video, made by intuition, with a trail of R.E.M. 'Oh My Heart' and 'Everybody Hurts', Benicio Gill, who honored themselves by completing 49 years at 2.27.


Important: One who inspired me. Rightfully belongs to him: Ronaldo. 


PS: Thank you guys and forgive my inexperience.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Ponto de partida



Dentro de mim um embalo:
- Pulo,
- Assusto,
- Corro,
- Choro.

Lá na frente já cansada:
- Estanco,
- Paraliso,
- Desperto,
- Paro.

Nesse momento à mente um pensar:
- Certeza,
- Dúvida,
- Pouca clareza,
- Tudo perturba.

Depois ele se aproxima:
- Inclina,
- Critica,
- Brada,
- Minha cara estapeia.

Em pensamento juro para mim mesma:
- Tem volta,
- Aguarde,
- Infeliz,
- Covarde.

No momento do distanciamento:
- Alcanço a lâmina,
- Volto,
- Aproximo-me lentamente,
- Seu pescoço perfuro.

A felicidade desperta meu eu:
- Finalmente,
- Na hora certa,
- Consegui,
- Aconteceu,
- Ele morreu.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Fim da linha



Sequei
Sucumbi
Imaginei um troféu
Desprezo e abandono recebi.

Para eles fracassei
Para mim fui muito além
Tudo à minha frente
Sempre cruzei
Tudo à minha frente
Bravamente enfrentei
Assim, cedo me acabei.

Nada restou
Nada - ninguém - 
Nada aqui
Nada além.

Na minha memória
Ficará para sempre
Uma bela história
Da qual eu somente
Guardarei eternamente.

Em contrapartida
Levarei pela vida
Um peso imenso
Herdei uma interrogação
Herdei a penitência mais poderosa
Herdei a penitência mais dolorosa
Herdei uma questão que não tem resposta.

Meus dias serão compostos
Sempre da mesma indagação
Porém, não, nunca, ninguém
Saberá revelar por que
De a mim ter sido lançado
Tão fadado maltratar.

Levarei para a eternidade
Esse poço de crueldade
Levarei para a eternidade
Esse poço de hostilidade.

Esse foi e será o preço
Que a mim foi cobrado
Essa foi e será a moeda conquistada
A qual alimento algum alcançará pagar.

Eis aqui meu prêmio
Eis aqui meu troféu
Deram-me por alguma razão
Qual?
Nem eu nem ninguém sabe não.

Então, nada mais a dizer
Somente no peito uma convicção a conter
Motivo, razão, merecimento, praga, sei lá
No ar a indagação permanecerá.

O troféu herdado me permitirá
Dia após dia
Sem pensar nem praguejar
De vez minha alma anular.

Dele farei o que conseguirei
Passarei, assim, a adormecer nas trevas
Passarei, assim, a alimentar-me só de pão
Por companheira terei a meu lado a escuridão
Será essa a arrancar-me os olhos
Será essa a tapar-me a boca
Será essa a afogar meu coração.

Quanto à alma já se foi
Desfeita está
Desfeita feito pó
Desfeita sem piedade
Desfeita indigna de dó.

Sequei
Sucumbi
Eles e eu nas entrelinhas
Tomamos a mesma decisão: - ‘Dela’ desistir.

Nada mais eu sou
Nada mais em mim restou
Respondo agora pelo nome de Ninguém
E vezes e vezes ao dia
Dou-me os parabéns
Por ter conquistado
E por fazer merecer
Em vida me por a morrer. 

Sequei.


sábado, 25 de fevereiro de 2012

Distração


Distração,
Tristeza no pé
Tristeza no chão
Fincou moradia
Faltou instalação.

Distração,
Arrancou o punho
Revelou o coração
Um sim para o medo
Um não para o perdão.

Distração,
Vandalismo da consciência
Vandalismo por ausência
Vandalismo por penitência
Vandalismo pela existência.

Distração,
Tão distante dela
Tão próxima dela também
Tão em sua pela marcada
De vez em sua pela também tatuada.

Distração: 
- A carregar por todos os seus dias.
Distração:  
- A carregar em todos os seus instantes.

Sequer lhe foi outorgado
Passo qualquer poder ensaiar
Frente a tudo que dela
Sempre e sempre foi esperado.

Distração,
Para um simples sim
Para um simples não
Algo fatalmente faltou
Algo fatalmente se distanciou.

Distração,
Da alma?
Da calma?
Das sementes?
Da doença?
Do cristo?
Do não perdão ou
Da falta de coração?

Distração:
- Eis o nome a ela doado.
Distração:
- Eis o nome por ela - ignorante - herdado.

Distração.

Amém




Amém.

Amém para mim,
Amém para você,
Amém para ele,
Amém para aquele 
E amém
Para todos os outros também.

Amém.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Crer ou não crer, mas crer no quê? Operação saco cheio.

Se deus existe ou não para mim não faz a menor diferença. Não ocupo meu tempo buscando sua presença, ou me esforçando para acreditar na divindade.

Sou fã de Jesus, homem valente, porém até hoje não entendi porque ele afirmou ser filho do mencionado. Vivo perguntando isso a ele e questiono se ele mentiu qual foi sua intenção.

Deixando Jesus de lado, o divino deve dormir bastante. Eita ausência inexplicável, nunca está aonde precisa. Nunca responde nada. Nunca se posiciona, enfim... Acredite quem quiser, eu estou me lixando para qualquer interpretação ou convicção, tanto minha quanto alheia.

Mas, considerando meu momento atual afirmo seguramente que se ele andasse por aí, de braços dados com o demo, nenhum dos dois seria capaz, teria competência, sapiência e argumentos para me explicar ou tentar me fazer entender o porquê disso tudo.

Enfim, para o inferno quem quiser inclusive eu, ou purgatório, façam suas escolhas.

Um foda-se agora cai bem. Fodam-se o divino, o diabo, menos Jesus, o valente. E, claro, sua mãe, Maria, a valente, que viu o rapaz ser pregado na cruz e não teve uma crise histérica nem enfartou.

Sei que um vai pensar ‘lala’, outro ‘lele’ ou ‘lili’, eu? A essa altura não faço questão alguma de agradar ninguém. Na verdade não gosto de gente. Por isso vivo no meu canto.

Hipocrisia e futilidades são as misérias da humanidade.



sábado, 18 de fevereiro de 2012

Enfim, o fim

Vou agora
Vou em minha companhia
Vou embora
Daqui vou sozinha
A porta bato pelo lado de fora.

Vou embora
Agora posso chorar e chorar
Ninguém a ouvir 
Ninguém a criticar
Chorarei aonde quiser
Chorarei em qualquer lugar
Principalmente nas ruas
Onde encontro meu real ficar.

Lá comigo posso me manter
Lá comigo posso eu ser
Lá comigo posso me estapear
Lá comigo posso mais me maltratar
Lá comigo posso o melhor
Lá comigo posso o pior. 

Vou agora
Vou de vez
O que ficou ficou
O passado se fez outrora
O passado foi esquecido
Tenho que tratar também
De deixar ele para ninguém.


Vou agora
Vou de vez
Vou sozinha
Minha companhia terei.


Até que enfim
Chegou minha hora 
Até que enfim
Chegou minha vez
Até que enfim
Serei dona de mim
Até que enfim
Ordens somente de mim receberei
Até que enfim
A mim respeitarei.




quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Doce engano

Doce engano
Na vida ninguém é o que deseja ser
Na vida somos somente aquilo que podemos ser
Nem mais
Nem menos
Doce engano.


domingo, 12 de fevereiro de 2012

Roger Waters, Comfortably numb, Point Dublin, 14/5/07





Comfortably Numb 


Hello
Is there anybody in there?
Just nod if you can hear me
Is there anyone at home?
Come on, now
I hear you're feeling down
Well, I can ease the pain
And get you on your feet again
Relax
I need some information first
Just the basic facts
Can you show me where it hurts?


There is no pain, you are receding
A distant ship's smoke on the horizon
You are only coming through in waves
Your lips move but I can't hear what you're sayin'
When I was a child I had a fever
My hands felt just like two balloons
Now I've got that feeling once again
I can't explain, you would not understand
This is not how I am
I have become comfortably numb
I have become comfortably numb


Ok
Just a little pinprick
There'll be no more --Aaaaaahhhhh!
But you may feel a little sick
Can you stand up?
I do believe it's working, Good
That'll keep you going through the show
Come on it's time to go


There is no pain, you are receding
A distant ship's smoke on the horizon
You are only coming through in waves
Your lips move but I can't hear what you're sayin'
When I was a child I caught a fleeting glimpse
Out of the corner of my eye
I turned to look but it was gone
I cannot put my finger on it now
The child is grown, the dream is gone
I have become comfortably numb.


Confortavelmente Entorpecido


Olá?
Tem alguém aí?
Apenas acene se puder me ouvir
Tem alguém em casa?


Vamos lá,
Ouvi dizer que você está se sentindo deprimido
Bem, eu posso aliviar sua dor
E te pôr em pé de novo


Relaxe
Vou precisar de algumas informações primeiro
Apenas coisas básicas
Você pode mostrar onde dói?


Não há dor, você está retrocedendo
Uma fumaça de um navio distante no horizonte
Somente te vejo chegando por entre ondas
Seus lábios se movem, mas eu não consigo ouvir oque você está dizendo
Quando eu era criança eu tive uma febre
Minhas mãos se sentiam como se fossem dois balões


Agora eu tenho essa sensação mais uma vez
Eu não posso explicar, você não iria compreender
Isto não é o que eu sou
Estou me tornando confortavelmente entorpecido


Estou me tornando confortavelmente entorpecido


O.K.
Somente uma pequena picada
Não haverá mais... aaaaaahhhhh!
Mas você pode se sentir um pouco enjoado
Pode se levantar?
Acho que realmente está funcionando, ótimo.
Isso vai te manter vagando durante o show
Vamos, está na hora de ir


Não há dor, você está retrocedendo
Uma fumaça de um navio distante no horizonte
Somente te vejo chegando por entre ondas
Seus lábios se movem, mas eu não consigo ouvir oque
você está dizendo
Quando eu era criança tive uma visão fugaz
Pelo canto do olho
Eu virei para olhar mas tinha sumido
Eu não pude tocar na ferida
A criança cresceu
O sonho se foi
E eu me tornei
Confortavelmente entorpecido.



sábado, 11 de fevereiro de 2012

Livre arbítrio (Mentir/Enganar, Etc...)



Sempre pensei assim, na verdade isso sempre foi muito claro para mim, na verdade sempre vivi assim, ainda vivo e tenho aqui comigo que viverei sempre pensando assim:


- Você pode mentir para todo mundo... Pai, mãe, amigo, avós, deus, diabo, etc. 
Pode. Pode sim. 
Ledo engano porque mesmo assim Você não pode mentir para uma única pessoa: Você. 


- Você pode enganar ou tentar enganar todo mundo. 
Pode. Pode sim.  
Ledo engano porque mesmo assim Você não consegue enganar uma única pessoa: Você.


Encarando ou não a VERDADE das VERDADES ou a MENTIRA das MENTIRAS VOCÊ é unicamente VOCÊ e, com isso, NINGUÉM melhor do que VOCÊ para SE AUTO-CONHECER. 


- Livre arbítrio.


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Van Halen - Jump (HQ music video)

J

Jump

I get up
And nothin' gets me down
You got it tough
I've seen the toughest around
And I know
Baby just how you feel
You've got to roll with the punches and get to what's real

I can't you see that standing here I got my back against the record machine
I ain't the worst that you've seen
I can't you see what I mean

Ah, might as well jump (Jump)
Might as well jump
Go ahead and jump (Jump)
Go ahead and jump

Ah, hey you, who said that
Baby how you been?
You say you don't you don't know
You won't know until you're deep in

So can't you see that standing here I got my back against the record machine?
I ain't the worst that you've seen
I can't you see what I mean

Might as well jump (Jump)
Go ahead and jump
Might as well jump (Jump)
Go ahead and jump

Jump

Might as well jump (Jump)
Go ahead and jump
Might as well jump (Jump)
Go ahead and jump.

(4x)
Jump





Pule

Eu me levanto,
e nada me faz cair
Tá difícil pro teu lado
Já vivi o mais difícil possível
E eu sei,
baby, como você se sente
Você tem que girar com os socos para conseguir o que é real


Oh você não consegue me ver aqui de pé com minhas costas contra a máquina de gravação?
Eu não sou o pior que você já viu
Você não entende o que quero dizer?


É melhor você pular. Pule!
É melhor você pular
Vá em frente, pule. Pule!
Vá em frente, pule


Ei você! Quem disse isso?
Baby como você tem estado?
Você diz que não sabe
Você não saberá até começarmos


Oh você não consegue me ver aqui de pé com minhas costas contra a máquina de gravação?
Eu não sou o pior que você já viu
Você não entende o que quero dizer?


É melhor você pular. Pule!
Vá em frente, pule
É melhor você pular. Pule!
Vá em frente, pule.


Pule!


É melhor você pular. Pule!
É melhor você pular
Vá em frente, pule. Pule!
Vá em frente, pule


4x
Pule


domingo, 5 de fevereiro de 2012

Quem é esse rapaz? Eu não reconheço mais...

Quem é esse rapaz? Eu não reconheço mais...


Olha só o passo, em balance, tão parecido com o meu...


Olha só os cabelos castanhos misturados com fios dourados, tão parecidos com os meus, algumas ondas e alguns fios tão alinhados...


Repare os olhos vibrantes, tom escuro, um pouco de olheira, girando rapidamente, frenéticos, também tão parecidos com os meus...


Belo o rapaz, muito belo...


O caminhar se iguala, incrível, também ao meu, os passos remetem o corpo como se flutuasse no ar sem pressa de chegar a algum lugar...


Quem é esse rapaz? Eu não reconheço mais...


Observe as mãos, observe os dedos alongados e as unhas em formato quadrado, assim como os meus, assim como as minhas... 


Quem é esse rapaz? Eu não reconheço mais...


As moças que passam por ele não desviam o olhar, põem-se a fitar a beleza do rapaz...


Bonito, alto, bem vestido, fashion, um corpo  delineado mostrando o peso proporcional à altura...


Quem é esse rapaz? Eu não reconheço mais...


Ouvi, há pouco, alguém chamá-lo, alguém dali daquela casa frente ao mercadinho,  gritou seu nome, belo nome, chamou-o de Pedro Henrique, quem será que lhe deu esse nome tão forte e tão puro?


Quem é esse rapaz? Eu não reconheço mais...


Quem é esse rapaz?


Quem poderia me dizer, talvez me fazer entender, talvez me fazer ele conhecer, mas afinal, quem é esse rapaz? Eu não reconheço mais.