O caminho...

Intento, ainda acanhada, entregar-me às letras, sílabas, palavras, frases e o que se pode obter dessa junção. Coisa linda a mistura das palavras.


Sempre fui encantada pela nossa Língua e tive a oportunidade de ter como mentora, na antiga quinta série, a professora de LP Maria Alice.

Seu saber e envolver a todos nós, seus alunos, fez-me, literalmente, apaixonar-me por uma mulher aos onze anos de idade

Paixão platônica, pueril, inocente e verdadeira. Nascida da admiração do saber e ir além fazendo os outros também participarem desse conhecimento espetacular, quanto se trata de se entregar à Língua Portuguesa.

Vivo pelos cantos, tanto internos quanto externos, de caderneta em punho e caneta entre os dedos. Do nada, vejo uma imagem ou ouço uma palavra perdida num bar e dali parto para uma história vinculada à alguma vivência minha, da infância difícil até a executiva promissora, e me abro para o mundo das letras.

Meus dedos percorrem rapidamente a caderneta anotando o que me for possível trazer à tona, num momento posterior, de pura entrega, dedicar-me a misturar palavras, ritmos, sentidos, além, de uma boa dose de singularidade.

É assim que construo sem pressa meus poemas, versos, sonetos, também minhas crônicas, prosas e contos.

Foi a poesia que me salvou de me destruir na minha mais pura e insólita melancolia.

Foi a poesia que me salvou de mim mesma, impediu que eu ultrapassasse a linha da imaginação e fosse para algum lugar nunca antes visitado.

É a poesia, o verso, a magnitude da construção literária que me mostram quem realmente sou.

Oras posso valer até um milhão, mas sei tão bem que não valho sequer um tostão.

Humana sou.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Crer ou não crer, mas crer no quê? Operação saco cheio.

Se deus existe ou não para mim não faz a menor diferença. Não ocupo meu tempo buscando sua presença, ou me esforçando para acreditar na divindade.

Sou fã de Jesus, homem valente, porém até hoje não entendi porque ele afirmou ser filho do mencionado. Vivo perguntando isso a ele e questiono se ele mentiu qual foi sua intenção.

Deixando Jesus de lado, o divino deve dormir bastante. Eita ausência inexplicável, nunca está aonde precisa. Nunca responde nada. Nunca se posiciona, enfim... Acredite quem quiser, eu estou me lixando para qualquer interpretação ou convicção, tanto minha quanto alheia.

Mas, considerando meu momento atual afirmo seguramente que se ele andasse por aí, de braços dados com o demo, nenhum dos dois seria capaz, teria competência, sapiência e argumentos para me explicar ou tentar me fazer entender o porquê disso tudo.

Enfim, para o inferno quem quiser inclusive eu, ou purgatório, façam suas escolhas.

Um foda-se agora cai bem. Fodam-se o divino, o diabo, menos Jesus, o valente. E, claro, sua mãe, Maria, a valente, que viu o rapaz ser pregado na cruz e não teve uma crise histérica nem enfartou.

Sei que um vai pensar ‘lala’, outro ‘lele’ ou ‘lili’, eu? A essa altura não faço questão alguma de agradar ninguém. Na verdade não gosto de gente. Por isso vivo no meu canto.

Hipocrisia e futilidades são as misérias da humanidade.



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