O caminho...

Intento, ainda acanhada, entregar-me às letras, sílabas, palavras, frases e o que se pode obter dessa junção. Coisa linda a mistura das palavras.


Sempre fui encantada pela nossa Língua e tive a oportunidade de ter como mentora, na antiga quinta série, a professora de LP Maria Alice.

Seu saber e envolver a todos nós, seus alunos, fez-me, literalmente, apaixonar-me por uma mulher aos onze anos de idade

Paixão platônica, pueril, inocente e verdadeira. Nascida da admiração do saber e ir além fazendo os outros também participarem desse conhecimento espetacular, quanto se trata de se entregar à Língua Portuguesa.

Vivo pelos cantos, tanto internos quanto externos, de caderneta em punho e caneta entre os dedos. Do nada, vejo uma imagem ou ouço uma palavra perdida num bar e dali parto para uma história vinculada à alguma vivência minha, da infância difícil até a executiva promissora, e me abro para o mundo das letras.

Meus dedos percorrem rapidamente a caderneta anotando o que me for possível trazer à tona, num momento posterior, de pura entrega, dedicar-me a misturar palavras, ritmos, sentidos, além, de uma boa dose de singularidade.

É assim que construo sem pressa meus poemas, versos, sonetos, também minhas crônicas, prosas e contos.

Foi a poesia que me salvou de me destruir na minha mais pura e insólita melancolia.

Foi a poesia que me salvou de mim mesma, impediu que eu ultrapassasse a linha da imaginação e fosse para algum lugar nunca antes visitado.

É a poesia, o verso, a magnitude da construção literária que me mostram quem realmente sou.

Oras posso valer até um milhão, mas sei tão bem que não valho sequer um tostão.

Humana sou.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

#RespeitoXHipocrisia

Sem demagogia: 

Ao conhecer uma nova pessoa não tenho interesse em saber sua religião, formação, profissão, orientação sexual, etc. Motivo: Escolhas pessoais não tendem a interferir em possíveis relações futuras, qualquer que seja o grau.

Fiz questão e postar essa fala do professor, porque desde que me conheço por gente, penso exatamente dessa forma.

Todavia, sinto-me na obrigatoriedade de completar: Vi, e ainda vejo, muita gente representando um papel social, para ser considerado (a), 'POLITICAMENTE CORRETO (a)'.

Hipócritas: Ninguém deixa de ser racista, homofóbico (a), classicista, etc. e passa a ser 'do bem', favorável às causas sociais, solidários (as) à miséria alheia, etc.

Quem insiste nesse papel continua tentando enganar seu meio, e às vezes, triste, se auto enganar.

Caros (as): Caráter e Valores não se alteram conforme o 'cenário' sócio-político-econômico ou filosofias alheias. Esqueça: Isso não se aprende em classe.

Bem, quanto a mim: Enquanto você pensa que me engana, tenha claro, eu NÃO FINJO ACREDITAR, na sua performance. Por praxe, desconsidero suas MERDAS FASCISTAS, entendidos (as)? 

Obrigada.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Bye, Bye

Planto-me aqui,
Para lhe informar,
Meu mais novo pecado,
Por mim, previamente, agendado:
- Adeus! Adeus! Adeus!

sábado, 5 de novembro de 2016

Um Coração Em Ciranda

Em meu peito bate um coração!?...
Às vezes, sim,
Outras, não!

Clarifico:

Bondoso, dá-me vazão:
Pula, pula e pula,
Até perder-se, curioso,
Em tantas outras aventuras,
Puras, puras e puras.


sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Súbita Partida

Se eu sobreviver ao dia de hoje,
Sei que a morte jamais conhecerei.

Hoje minha alma quase se foi,
Enquanto meu coração ardia por perdão.

Como se deu o reencontro,
Entre ela, ele e mais um coração?
Poderei eu um dia explicar?
- Não.

Apaguei, por quanto tempo, não sei,
Quando os olhos abri,
Observei meu corpo esquálido, tão gelado,
Ah... Quisera um cobertor, nada, não.

Devolveram-me minhas lágrimas
Antes todas esparramadas,
Lavando nosso ex-solo-chão.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

'Cadê?'

Ah não, PQP. Eu aqui no meu canto, toda quentinha quando 'páh': Acordo com um puta frio no pé direito e pergunto-me: Cadê o outro pé da minha meia? Juro que estou há uns 20 minutos procurando e nada. Se alguém puder me ajudar, serei eternamente grata. Obrigada.

Jim Morrison

Eis mais uma foto do nosso lindo, talentoso, único e eterno Jim M. a qual coloquei no mural do meu quarto esses dias.

Dizem, que nessa fase, com os cabelos mais longos, ele estava 'assumindo' uma nova 'persona', motivado por causa daquele show sem vergonha, aquele barraco, que rolou naquela cidade também sem vergonha, além de medíocre, que é? – Isso mesmo: Miami.

Depois dessa 'ocorrência' ele foi morar em Paris. Jim, meu querido, Paris sim era e continua sendo lugar para você, tanto é que lá continuas. Love you JIM. Love you and your music always and forever.

sábado, 30 de julho de 2016

(Minha) Definição para crueldade:

Dói não ser notada,
Fere não ser ouvida,
Dói não ser considerada,
Fere não ser percebida.

Porém, o que mais me acaba,
Nessa situação toda,
É perceber que, dia após dia,
Mais e mais, por ti, ignorada sou.
Conclusão: Nada mais sou?!

Então, permita-me, perguntar:
- Será que só por você,
- Ou será, também, que por mim?

Responda-me, rogo-lhe, por favor:
- É isso mesmo?
O fim se autodenominou?
- É isso mesmo?
Acabou?



quarta-feira, 20 de julho de 2016

Desenlace

“Fique tranquilo meu jovem,
Fique em paz meu rapaz,
Eu aguento, aguento sim,
Sobrevivi tanto a você,
Agora, sobreviverei a mim”.

sábado, 2 de julho de 2016

Ahn?

- Quem diria, foi buscar conforto na mãe Maria; 
Quem diria?

Perdoe Meu Rapaz, Perdoe...

Eu sei meu rapaz, eu sei. Quero dizer, às vezes acredito que sei. Perco-me logo em seguida e da afirmativa parto para a interrogação. Perdoe meu rapaz, por eu ser como sou. Se eu fosse diferente não seria quem sou. Assim, seguirei sendo como sei ser, como me fiz para mim...

Perdoe, meu rapaz, perdoe, por ser eu esse alguém assim...


I Am NOT Black, You are NOT White.