Palavras, poesias, poemas, versos, sonetos, estrofes, contos, crônicas, pensamentos, devaneios...
O caminho...
Intento, ainda acanhada, entregar-me às letras, sílabas, palavras, frases e o que se pode obter dessa junção. Coisa linda a mistura das palavras.
Sempre fui encantada pela nossa Língua e tive a oportunidade de ter como mentora, na antiga quinta série, a professora de LP Maria Alice.
Seu saber e envolver a todos nós, seus alunos, fez-me, literalmente, apaixonar-me por uma mulher aos onze anos de idade
Paixão platônica, pueril, inocente e verdadeira. Nascida da admiração do saber e ir além fazendo os outros também participarem desse conhecimento espetacular, quanto se trata de se entregar à Língua Portuguesa.
Vivo pelos cantos, tanto internos quanto externos, de caderneta em punho e caneta entre os dedos. Do nada, vejo uma imagem ou ouço uma palavra perdida num bar e dali parto para uma história vinculada à alguma vivência minha, da infância difícil até a executiva promissora, e me abro para o mundo das letras.
Meus dedos percorrem rapidamente a caderneta anotando o que me for possível trazer à tona, num momento posterior, de pura entrega, dedicar-me a misturar palavras, ritmos, sentidos, além, de uma boa dose de singularidade.
É assim que construo sem pressa meus poemas, versos, sonetos, também minhas crônicas, prosas e contos.
Foi a poesia que me salvou de me destruir na minha mais pura e insólita melancolia.
Foi a poesia que me salvou de mim mesma, impediu que eu ultrapassasse a linha da imaginação e fosse para algum lugar nunca antes visitado.
É a poesia, o verso, a magnitude da construção literária que me mostram quem realmente sou.
Oras posso valer até um milhão, mas sei tão bem que não valho sequer um tostão.
Humana sou.
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Ensaio da dedução
Estranho como tu tomastes ciência sobre o poder do amor
Pensastes que o amor fosse faca de corte afiado
Pensastes que o amor fosse alheio ao destino
Pensastes que o amor fosse alheio à própria vida
E pensastes, também, que o amor fosse alheio até a morte.
Não te ressintas com tua percepção
Abras tua janela
E verás que fora da tua casa
Há uma grande multidão
Perturbada querendo sentir
Na pele e nos pelos o amor
Que traz lamentações
Mas, também, suaviza os corações.
Não te ressintas, pois, não estás só
Em todos os lados existem pessoas
Que perceberam o amor
Isolado, assim como tu.
Contentas-te, afinal, foi tua delicadeza
Que lhe permitiu por instantes ao amor se dedicar
E em teu coração o amor repensar.
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