
Palavras, poesias, poemas, versos, sonetos, estrofes, contos, crônicas, pensamentos, devaneios...
O caminho...
Intento, ainda acanhada, entregar-me às letras, sílabas, palavras, frases e o que se pode obter dessa junção. Coisa linda a mistura das palavras.
Sempre fui encantada pela nossa Língua e tive a oportunidade de ter como mentora, na antiga quinta série, a professora de LP Maria Alice.
Seu saber e envolver a todos nós, seus alunos, fez-me, literalmente, apaixonar-me por uma mulher aos onze anos de idade
Paixão platônica, pueril, inocente e verdadeira. Nascida da admiração do saber e ir além fazendo os outros também participarem desse conhecimento espetacular, quanto se trata de se entregar à Língua Portuguesa.
Vivo pelos cantos, tanto internos quanto externos, de caderneta em punho e caneta entre os dedos. Do nada, vejo uma imagem ou ouço uma palavra perdida num bar e dali parto para uma história vinculada à alguma vivência minha, da infância difícil até a executiva promissora, e me abro para o mundo das letras.
Meus dedos percorrem rapidamente a caderneta anotando o que me for possível trazer à tona, num momento posterior, de pura entrega, dedicar-me a misturar palavras, ritmos, sentidos, além, de uma boa dose de singularidade.
É assim que construo sem pressa meus poemas, versos, sonetos, também minhas crônicas, prosas e contos.
Foi a poesia que me salvou de me destruir na minha mais pura e insólita melancolia.
Foi a poesia que me salvou de mim mesma, impediu que eu ultrapassasse a linha da imaginação e fosse para algum lugar nunca antes visitado.
É a poesia, o verso, a magnitude da construção literária que me mostram quem realmente sou.
Oras posso valer até um milhão, mas sei tão bem que não valho sequer um tostão.
Humana sou.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Coita

sábado, 19 de fevereiro de 2011
"Sou pior no que faço melhor"
Frase da Canção: "Smells Like Teen Spirit" - Nirvana: "I'm worse at what I do best" .
Composição: Kurt Cobain / Dave Grohl / Krist Novoselic
sábado, 12 de fevereiro de 2011
"Hey You" Pink Floyd - Composição: Roger Waters
Hey You
Pink Floyd
Composição: Roger Waters
Hey you
Out there in the cold
Getting lonely, getting old
Can you feel me?
Hey you
Standing in the aisle
With itchy feet and fading smile
Can you feel me?
Hey you
Don't help them to bury the light
Don't give in, without a fight
Hey you
Out there on your own
Sitting naked by the phone
Would you touch me?
Hey you
With your ear against the wall
Waiting for someone to call out
Would you touch me?
Hey you
Would you help me to carry the stone?
Open your heart, I'm coming home
But it was only, fantasy
The wall was too high, as you can see
No matter how he tried, he could not break free
And the worms ate into his brain
Hey you
Out there on the road
Always doing what you're told
Can you help me?
Hey you
Out there beyond the wall
Breaking bottles in the hall
Can you help me?
Hey you
Don't tell me there's no hope at all
Together we stand, divided we fall
Ei você
Ei você,
Aí fora no frio
Ficando solitário, ficando velho
Você pode me sentir?
Ei você,
De pé no corredor
Com pés sarnentos e sorriso fraco
Você pode me sentir?
Ei você,
Não os ajude a enterrar a luz
Não se entregue sem lutar
Ei você,
Aí fora na sua
Sentado nu ao telefone
Você poderia me tocar?
Ei você,
Com o ouvido contra o muro
Esperando alguém gritar
Você poderia me tocar?
Ei você,
Você me ajudaria a carregar a pedra?
Abra seu coração, estou indo para casa
Mas isso era apenas fantasia
O muro era muito alto, como você pode ver
Não importava o quanto ele tentasse, ele não conseguia libertar-se
E os vermes comeram seu cérebro
Ei você,
Aí fora na estrada
Sempre fazendo o que te mandam
Você pode me ajudar?
Ei você,
Aí fora além do muro
Quebrando garrafas no corredor
Você pode me ajudar?
Ei você,
Não me diga que não há mais nenhuma esperança
Juntos nós resistimos, separados nós caímos.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
By Clarice Lispector
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Bênção de Amor
Depois disso tomaram o trem das onze
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Suplício
Deus
Senhor
Criador
Sagrado
Sacrossanto
Abençoado
Todo-Poderoso
Bendito
Redentor
Glorioso
Clemente
Soberano
Misericordioso
Superior
Nobre
Elevado
Único
Bem-Aventurado
Remissor
Bem-Feitor
Verdadeiro
Generoso
Divino
Justo
Supremo...
São tantas as nomenclaturas utilizadas
Para a ti clamarem
O tempo todo estão a ti chamar
Ajuda para em algo vivem a te rogar.
Quanto a mim
Continuo de ti a duvidar
Nunca lhe chamei
Até hoje nada lhe pedi
Nunca desejei em ti acreditar
Continuo da mesmo forma
Não desejo desejar
Então, como poderia chamar a ti
Não sei nem saberia como me dirigir.
Porém, agora se faz hora
De algo à alguém suplicar
Acorrentada em mim estou
Presa e inerte no mesmo lugar.
Venho aqui mesmo descrente
Num intento derradeiro
Preciso que peguem minha mão
E acalantem meu coração.
Tenho mais a suplicar
Aqui não quero mais ficar
Para mim já deu
Quero partir
Preciso ir.
Se estás aí em algum canto
Se podes me ouvir
Peço que me leve daqui
Da vida nada mais tenho a esperar
Cansada estou
Quero dormir e não mais acordar.
Podes me ajudar?
Cretino
Não tentes outra vez dissimular
Vejas no que tu, por fim, tornou-se
Um homem a viver a vida a barganhar
Barganhas tanto a comida
Quanto barganhas tua bebida.
Não sabes mais
Como e de que forma se faz
Uma existência erguida
E em dignidade vivida
Tu mesmo fez contigo
O que foi capaz.
Não tentes comigo outra vez dissimular
Posso não aparentar mas minha face
Teu molde reconhece de longe
Já percorri tuas formas
Já deslizei minhas mãos
Sobre teus contornos
Os dois deitados no chão.
Foi aí que descobri
Como é a vida vivida por ti
Composta somente e sempre de facetas
São muitos os teus disfarces
São muitas as mentiras que contas
Nenhuma verdade em ti mais se encontra.
Perdestes a honra
Perdestes o caráter
Agora. resta-lhe somente
Além do teu corpo magro
Tua fala tola e descrente.
Por isso, venho a ti
Nessa hora
Sim, agora
Alto em teu ouvido dizer:
- Fora cretino.
Para mim tu não existes mais
Vai, segues acompanhado de tuas farsas diversas
Vai, segues acompanhado de tuas palavras de ilusão
Vai, segues acompanhado de plenos enganos
Aqui, mais não!
Inferno
Sei que estás aí
A zombar o tempo todo de mim
Vive me pregando peça
Fazendo com que eu me sinta menos ainda
Do pouco que me considero ser.
És diabólico
Muito malvado
Vives só
E tristezas a espalhar
Por todos os lugares
Não te inibes nem mesmo
Frente aos olhos da humanidade.
Infame
Classifico-o agora:
- Miserável és
Ordinário és
Vil és
Por completo és um homem abjeto.
Segue, enganando-se e ainda acredita
Nos teus poderes maléficos que detém
Todavia, para mim
Tu não tens valor algum
Menos ainda o que de ti
Pode ou poderá ainda sair.
- Some
Vai embora
Deixa-me
De ti estou farta
Nem te olhar consigo mais
Tua imagem não quero novamente ver
Quanto ao que simulas que és
Para mim ficou de fora
Passado virou
Vai miserável
Logo
Dá o fora!

















